sexta-feira, 27 de março de 2009

Decisão

- John, há 4 mulheres nuas na sua piscina!! Como você explica isso???
-Paul, tomei uma decisão.
-E qual é?
-Vou nadar.

Radiohead – parte 3



Depois de Idioteque foi que começou minha corrente depressão. Sofro de falta de sonhos. Melhor: falta de objetivo musical. “Is this really happening?”. Faltava algo e este vazio é o que perdura. O que vem depois é culpa deles.

Radiohead – parte 2

Weird fishes.
A minha canção favorita nos últimos tempos foi alucinante. Luzes. Imagens. A maneira como as pessoas balançavam todas juntas. Sensação de que o mundo havia parado só pra ouvir: “Your eyes, they turn me...”

segunda-feira, 23 de março de 2009

Radiohead - parte 1

Foram dores. Dores nas costas, nos pés, nas pernas, no pescoço e no coração. Sendo esta última muito diversa das primeiras e superiormente interessante.

E houveram cores mágicas.

Como um sonho.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Detergente

Como numa noite estranha, detergente de maçã escorre pelas paredes do meu quarto e patos vestem calções com motivos natalinos. A vida tem melhorado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dor

Se houvesse aqui qualquer decência e responsabilidade, haveria também um ônibus logo pela manhã. Eu não poderia respirar sabendo que causo dor sem fim às pessoas.

Indescritível

Faz frio aqui. Acabo de acordar e descobri que tenho 23 anos. Meu coração bate tão forte que sinto que vai explodir a qualquer segundo. Medo. Creio que fui morta.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Na chuva

Aparentava 33 anos mas podia ser que fosse menos.
Sentou-se ao meu lado e perguntou se poderia conversar comigo. Disse que sim e arrependi-me logo no minuto seguinte. Cheirava à cachaça e pedia dinheiro. Contou que esteve em muitas cidades, mas que sua cidade natal era Marília. Queria voltar para a terrinha, no entanto, os caminhoneiros só davam carona às vagabundas. Os dez reais que trazia no bolso não eram o suficiente para comprar a passagem de ônibus. Enquanto eu concentrava-me neste escrito, disse que minha letra era muito bonita (e todos sabem que não é...). Comentou sobre o tempo ruim e cogitou ir a pé para casa, o que levaria muitos dias. Calou-se ao contemplar uma pomba banhando-se na água acumulada na calçada. Vez ou outra, perguntava para onde mesmo eu estava indo. Disse, com ares de doçura, que quando eu me levantara para pegar uma caneta, ficara de olho nas minhas malas para que ninguém mexesse nelas. “Se fizesse isso em São Paulo, tinha perdido as malas”. Calçava um pé de Havaianas de cada cor e não fazia idéia de como explicaria isso aos pais.
Foi embora uns quinze minutos depois, desejando-me felicidades. E senti falta dele.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009