Um bocado de palavras para o mundo que insiste em não ver. Avassaladoras pretensões. Um tanto de hipocrisia. Bolhas de sabão. Sorrisinhos. Ironias. Amores. Tudo com açúcar colorido.
Pessoas não têm donos. Não neste século e não nos países dotados de alguma sensatez (mesmo que este conceito tenha tornado-se tão difícil de entender). Tolos somos ao acreditarmos que possuímos alguém como quem possui um violino (e quem realmente possui um violino?). De nada vale a artificialidade dos poderes sobre os corpos alheios se seus pensamentos nos são indecifráveis. Nos sonhos, somos todos livres.
Os olhos olharam-se e desviaram-se duas vezes. As mãos esbarraram-se duas vezes. Um abraço e a vontade de ficar ali e dançar ao som de All I need. Cheiro. E a minha tola alegria adolescente.